domingo, 27 de fevereiro de 2011
Desabafo.
Sempre reclamei que meus ídolos estavam quase todos mortos. Hoje se foi um dos poucos que tive o prazer e a honra de conhecer em vida. Benedito Nunes. Filósofo e pensador brasileiro. Não tive a oportunidade de conhecê-lo na vida pessoal, mas graças a Deus pude assistir ainda a algumas aulas e palestras e tenho a honra de ter alguns livros autografados e ter trocado algumas palavrinhas com ele. Não tenho palavras para prestar uma homenagem digna. Só gostaria de registrar minha tristeza e meus sentimentos a sua esposa, Maria Sylvia, aos familiares e ao amigo Vitor Pinheiro, que nem sabe, mas foi quem me "apresentou" à obra do "Bené".
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Saudade
Tenho falado tanto e vivido tanto. Do belo, do feliz, do harmonioso. Que me deu saudade de vir aqui e falar do feio, do triste, do confuso. Mas a saudade passou rápido assim que as letras saíram de mim. A saudade era só de falar. Nunca de sentir.
domingo, 17 de outubro de 2010
Conselho
Mário Quintana aconselhou em algum lugar em seus 80 anos de poesia, que já não lembro: "Não dates as poesias".
A saudade chegou apressada. Antes mesmo da distância. Um minuto de ausência e ela já é comigo. Fiel escudeira. Faz de cada dia um ano e deles mesmos vidas inteiras. só espero pela recompensa que o tempo a mim promete. Doce recompensa que fará valer e secar cada lágrima que já agora marejam os olhos. Precoces. Estúpidas. Insensatas. Não vêem que ainda não é chegada a hora? Que assim perdem todo o sentido? A beleza? Nunca percebem nada. Nunca me permitem perceber nada.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
É um medo que vai, que fica,
escorre, corre, grita,
sai medo, fica.
Canção de nuvem e vento
Medo da nuvem
Medo Medo
Medo da nuvem que vai crescendo
Que vai se abrindo
Que não se sabe
O que vai saindo
Medo da nuvem Nuvem Nuvem
Medo do vento
Medo Medo
Medo do vento que vai ventando
Que vai falando
Que não se sabe
O que vai dizendo
Medo do vento Vento Vento
Medo do gesto
Mudo
Medo da fala
Surda
Que vai movendo
Que vai dizendo
Que não se sabe...
Que bem se sabe
Que tudo é nuvem que tudo é vento
Nuvem e vento Vento Vento!
(Mario Quintana)
Medo Medo
Medo da nuvem que vai crescendo
Que vai se abrindo
Que não se sabe
O que vai saindo
Medo da nuvem Nuvem Nuvem
Medo do vento
Medo Medo
Medo do vento que vai ventando
Que vai falando
Que não se sabe
O que vai dizendo
Medo do vento Vento Vento
Medo do gesto
Mudo
Medo da fala
Surda
Que vai movendo
Que vai dizendo
Que não se sabe...
Que bem se sabe
Que tudo é nuvem que tudo é vento
Nuvem e vento Vento Vento!
(Mario Quintana)
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Duas Vezes
E agora só quero que os dias passem depressa. Mesmo aproveitando cada segundo. Quero que voem como nunca dantes, sempre à espera do segundo eterno. O segundo, o minuto, que durarão uma vida inteira. Voem horas, voem. E que cada minuto leve consigo a lágrima que lhe cabe. E que aquele dia venha, com o sorriso e a serenidade, que aqui permanecerão.
Não consegui decidir.
Voltei.
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