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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

nova velha amiga

E aí é assim. A tristeza vem e você sabe tem muitas amigas, fiéis. Aquelas que podem ouvir, podem falar, podem rir ou chorar com você. Mas você não quer, você não precisa. Nessa hora a única amiga que traz algum consolo é essa. Aquela que te diz coisas ainda mais tristes. Que te deixa ainda mais angustiada. Mais pensativa. Mais chorosa. Mas ao mesmo tempo a que te traz esperança. A poesia sempre volta. Seja bem-vinda.

"Olhei para cima e assoprei. Foi tanta estrela caindo que agora eu mal consigo enxergar de tanta esperança."
Rita Apoena -  a nova amiga

sábado, 28 de novembro de 2009

Joana


"Mesmo quando ele a feria, ela se refugiava nele contra ele."

Perto do coração selvagem - Clarice Lispector

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sinal Fechado

– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E
você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo...
Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009


“Quando eu amo sei tudo sobre o amor. Quando tenho que falar dele, já não sei mais nada.”

Ouvi essa frase ainda há pouco de João de Jesus Paes Loureiro, acho que citava Santo Agostinho, não tenho muita certeza, só sei que ela me marcou muito. Ele fazia uma comparação com a fotografia e a arte em geral. E a frase ficou em minha cabeça em relação à vida.

Sempre acho que sei tudo, de sentimentos, de sonhos, da vida, mas quando tenho que falar, ou escrever, sobre eles, vejo que não sei mais nada. E aí começo a pensar sobre eles. Hoje foi um dia diferente. Um dia de sonhar, de planejar, de gargalhar, de ouvir. Um dia em que dentro de mim eu sabia de tudo. Sabia o que eu queria, o que eu gostava e o que me deixava feliz. E agora que quero falar disso vejo que não sei de mais nada.

Vejo que é preciso sonhar mais, planejar mais, executar mais e principalmente ouvir e aprender mais. Hoje a minha vontade de aprender e conhecer coisas novas está maior do que todas as outras 17 vontades dentro de mim.

Hoje eu me senti como uma criança que abre uma porta que esteve sempre trancada e descobre por detrás dela um mundo novo e fascinante. E a ansiedade por entrar nesse mundo é tão grande que, inicialmente, eu não consegui sair do lugar. Fiquei ali, parada, simplesmente contemplando. E fui entrando, devagarzinho, com todo o cuidado pra não tropeçar. E espero continuar caminhando, atenta a cada detalhe do caminho e a qualquer pedra que possa aparecer para me fazer cair.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

20.07.1771

Carta de 20/07/1771

"E não vem a ser igual, no final das contas, contar ervilhas ou lentilhas? Tudo nessa vida acaba em bagatela e aquele que, para agradar aos outros se mata trabalhando por dinheiro, honras ou o que for, sem que a isso o mova sua própria paixão ou necessidade, é, com certeza, um tolo."

Trecho de "Os sofrimentos do jovem Werther" - Goethe

Um dos meus romances preferidos.


Hoje resolvi que vou fazer o que quero. Já li alguns capítulos de Helena e alguns poemas do Vinícius. Descobri algumas coisas interessantes. Fui ao cinema com uma amiga como não fazia há muito tempo. Comprei um livro que não é de Direito. E ao chegar em casa havia recebido um convite no mínimo interessante. Às vezes precisamos simplesmente viver. Agora vou ler meu livro novo "Outros escritos" - Clarice Lispector.