quinta-feira, 9 de agosto de 2012
nova velha amiga
"Olhei para cima e assoprei. Foi tanta estrela caindo que agora eu mal consigo enxergar de tanta esperança."
Rita Apoena - a nova amiga
sábado, 10 de março de 2012
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
relação
terça-feira, 28 de junho de 2011
Desespero
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Desabafo.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Duas Vezes
E agora só quero que os dias passem depressa. Mesmo aproveitando cada segundo. Quero que voem como nunca dantes, sempre à espera do segundo eterno. O segundo, o minuto, que durarão uma vida inteira. Voem horas, voem. E que cada minuto leve consigo a lágrima que lhe cabe. E que aquele dia venha, com o sorriso e a serenidade, que aqui permanecerão.
Não consegui decidir.
Voltei.
terça-feira, 4 de maio de 2010
bem assim...
Cresce. Cresce. Cresce. Parece que vai explodir. Não vai. Sei que aqui cabe mais e mais. Gritar. Cantar. Sorrir pra cada estranho na rua. Perder o sono. Viver o sonho. Escrever palavras desconexas. Não faz sentido. Não tem poesia. É realidade pura. Será? Mais belo que qualquer palavra em que pudesse pensar. Quero viver assim. De aqui em diante até o fim do eterno.
terça-feira, 6 de abril de 2010
é um resto de toco, é um pouco sozinho
Então é. Não foi será. Simplesmente passou a ser. Não como um nascimento que se espera, mas mais como uma transformação, uma mudança de estado súbita e inesperada. Sublimação. Passagem rápida do estado sólido ao vapor.
Vapor. Leveza. Que se expande indefinidamente se não tiver recipiente que lhe confira forma e volume. Forma e volume. E leveza. Característica fundamental.
Não existe mais o peso daquela atmosfera, ela mesma não existe mais. Passou como uma forte nuvem de chuva, que por algum tempo pairou sobre a cidade impedindo seu sol de brilhar. E agora brilhava, com uma luz ofuscante até. Luz alva com traços de ouro.
quinta-feira, 4 de março de 2010
é pau, é pedra, é o fim do caminho
Veio de repente. Feito onda em dia de ressaca no mar. Aliás, acho que é mesmo isso. Ressaca de sentimentos. Passa um tempo calmo, sem vento, sem chuva, dias de sol, tranqüilos e angustiantes pela falta de emoções. De repente começa uma agitação quase imperceptível. Os ventos mudam de direção. E tudo se revolta. Ondas de dois a três metros levando tudo que vêem pela frente. Muda o formato da areia. Muda os desenhos daquela praia já conhecida. A areia é a mesma, o mar é o mesmo, até o nome da praia continua igual, mas seria impossível dizer que nada mudou. Talvez seja a hora de deixar a ressaca vir. Deixar o mar revolto lavar as pedras e a areia. Renovar. Mostrar algo, descobrir, revelar. E até quem sabe se deixar levar. A areia sempre fica mais alva depois da ressaca. Que venham as águas de março.
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
O Dia
Chegou o dia. E chegou como eu esperava. Calmo. Sereno. Com boa música, boa conversa, boa companhia e um chopp gelado. Não em Copacabana, é certo.
Chegou com um sentimento vazio, com palmas que não, não eram pra mim. Nem pra você, é verdade.
O dia chegou. O sereno. A Lua não. Ela não estava como deveria. Talvez porque devesse estar. Ausente como naquele dia. Cheia em outro lugar, em outra hora que não aquele, cheia de sentimentos vazios. Vazios. Vazios. Outros. Como ele e ela.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Tempo
Não foi por ela, nem por mim. Foi por ele mesmo que ele se perdeu. Apaixonou-se perdidamente pela beleza da moça. Olhos brilhantes, cabelos ao vento, aquele caminhar de quem anda sobre nuvens. Ele foi.
O coração cheio de amor para dar e amores para chorar. Era o que ele queria. O que sempre quis. Um furacão. Ela veio. E foi difícil. Tempestades e ventanias eram mais freqüentes que as belas noites de lua cheia. Mas ainda assim estava bom. Assim os olhos não ficavam secos e o coração mantinha-se sempre aquecido pelo fogo de tudo em volta.
Terremotos. Acompanhados de fogo e principalmente, calor. O clima mudava com uma freqüência inacreditável. Mas sempre como ele quis. Era um ir e vir. Beijos e carícias e despedidas. E velas. E voltas. E braços. E pernas.
Veio um vento forte. Dias, dias e dias. Quando as árvores já quase não tinham folhas, começaram a se apaziguar. Uma paz. Tranquilidade. Os olhos dela ainda brilhavam. As curvas já não eram as mesmas é certo. E as palavras agora eram doces. As formas arredondadas. O vestido mais curto. O vento transformou-se em brisa. Que continuava a soprar os mesmo cabelos.
Mas já não eram os mesmos. Não para ele. Não para quem viveu. O sol com seu brilho discreto, por trás de nuvens de aquarela. Com aquele arco-íris que deveria significar o início. Não dessa vez. Mais uma vez ele se perdeu. Para si mesmo. Porque já não era mais. Não suportaria viver com os olhos secos e um sorriso no rosto, nem para sempre, nem por um dia.